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"Amamentação é a base da vida"

A base para uma vida saudável começa desde os primeiros dias de vida

 

Estamos, de 1 a 8 de agosto, na Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) que já está na sua 25ª edição. Com o tema "Amamentação é a base da vida", definido pela Aliança Mundial para Ação em Amamentação, o objetivo da campanha deste ano, que é comemorada em mais de 150 países, é o incentivo, promoção e proteção a esse ato de amor. A ideia é a união de todos por um único bem: a saúde do bebê, uma ação que envolve a todos e não requer dinheiro nenhum, pois é de graça.

 

A grande motivação com a campanha é a realização de diversas ações que promovam a amamentação como parte das estratégias de nutrição mostrar que, em um mundo de tantas desigualdades, a base para uma vida saudável começa desde os primeiros dias de vida, com o aleitamento materno. Entre as ações estão a de levar à população informações sobre como a amamentação está ligada à boa nutrição, segurança alimentar e redução da pobreza e, para isso, de acordo com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, é primordial o envolvimento com indivíduos e organizações que tratam dessas questões vinculadas à nutrição e redução das desigualdades. Assim, a agenda do momento é a amamentação como base sólida para uma vida mais saudável.

 

Vale lembrar que o bebê que é alimentado exclusivamente no peito até os seis meses de idade cresce mais saudável e tem o sistema imunológico fortalecido, pois o leite materno, além de ser um alimento completo é rico em anticorpos, protegendo o bebê de diversas doenças como alergias, diarreias, resfriados, e prevenindo outras como asma e obesidade.

 

Por isso, a recomendação da Organização Mundial da Saúde continua sempre a mesma: alimentar o bebê exclusivamente com o leite materno até os seis meses de idade e como complemento até os dois anos.

Junte-se a essa campanha você também! Vamos construir alianças e envolver a todos neste ato de amor que é o alicerce, o início de uma vida saudável, sem desigualdades, com nutrição e mais saúde!

 

Questões sobre o aleitamento materno que valem ser relembradas

Por quanto tempo devo amamentar?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o bebê receba o leite materno como alimento exclusivo até os seis meses de idade e como complemento até os dois anos ou mais. O leite materno é tão completo que até esse período de seis meses o bebê não precisa de nenhum tipo de completo como chás, sucos e até mesmo água.

Vale ressaltar, no entanto, que o fato de possuir tantos benefícios, o aleitamento materno não dispensa o acompanhamento do calendário de vacinação. Toda criança deve ser vacinada!

 

Quais os benefícios para o bebê? E para a mãe?

Para o bebê os benefícios são inúmeros. Desde a alimentação mais saudável que ele pode ter até prevenção de certas doenças com o anemia, obesidade e alergias auxilia na imunidade, no crescimento do bebê, no desenvolvimento da sua arcada dentária devido ao movimento de sucção, entre outros benefícios. Já a mãe que amamenta, além da grande sensação de bem-estar e realização, ainda tem maior facilidade no emagrecimento, pois este ato consome em média 800 calorias por dia, seu útero volta ao tamanho normal com mais rapidez e evita o sangramento excessivo.  

Além desses benefícios, vale lembrar que o leite materno é de graça, está sempre disponível, a qualquer hora e em qualquer lugar, e é prático.

 

Amamentar dói?

Sim, amamentar pode doer, principalmente no começo, quando mãe e filho estão entrando no ritmo, no jeito certo da pegada, dos horários, da quantidade. Tudo ainda é muito novo, as dúvidas são grandes e a dor acaba sendo inevitável. Os motivos são vários, mas o mais comum é a forma como o bebê abocanha os seios. Se não envolver a auréola do seio por completo, mas somente o bico, a dor é certa e, em algumas situações, pode até ferir. Apesar de não ter dentes, a pressão que o bebê faz com as gengivas também é outra causa de sofrimento, pois os seios estão sensíveis e, muitas vezes, com excesso de leite.

A informação ainda é a maior aliada em todos esse processo e isso começa ainda na fase do pré-natal quando o médico presta todos os esclarecimentos, desde o preparo dos seios até o que deve ou não fazer nos momentos mais difíceis e dolorosos.

 

Amamentar é prazeroso?

Sim, amamentar é extremamente prazeroso e, aquelas cenas que se vê na televisão ou nas revistas de uma mãe feliz, serena amamentando o seu filho com aspecto tranquilo e saudável também é real. É muito prazeroso amamentar. A fase da dor passa. São apenas algumas semanas. É o período de adaptação, de conhecimento, é o tempo de adquirir a experiência e o "jeito". Passados os dias que podem levar algumas semanas, amamentar se torna muito gostoso. É o momento de maior interação com o bebê. Por isso, nesse momento é de extrema importância que a mãe esteja em ambiente tranquilo, longe da televisão, dos telefones, redes sociais. É fundamental que seja um momento dedicado exclusivamente ao contato com o bebê. É aí que acontece o fortalecimento de vínculos. 

 

E se o meu leite for pouco ou "fraco"?

Não existe leite fraco! O que existe são situações que levam à não satisfação do bebê em relação à quantidade de leite ingerida. As causas são inúmeras e deixar o bebê horas ao peito não ajuda. Mais uma vez a informação é a grande aliada e, aqui, o primordial é que a mulher se conheça, saiba quais são as causas que podem levar à essa situação e, claro, ela pode contar com o médico. Isso vai desde o jeito da pegada, momento certo da amamentação, alimentação da mãe e até cirurgias realizadas nas mamas. Por isso, nesse período de amamentação é primordial que a mulher se alimente bem e adequadamente, tome muita água e evite todo tipo de excessos, stress e nervoso. Esses são grandes fatores que auxiliam no aumento da produção do leite. Por isso, o apoio, paciência e auxílio da família é de grande importância.

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